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segunda-feira, 7 de março de 2011

LÍBIA: antes e durante o regime de Kadaffi

A Líbia foi, por muito tempo, um dos países mais pobres do próprio continente africano. Até o final da década de 60 era governada por um monarca, destronado por Kadaffi em 69. Dez anos antes, no entanto, veio a grande notícia: o país paupérrimo, sem condições geográfica favoráveis sequer ao desenvolvimento da agricultura, tornar-se-ia um dos maiores produtores de petróleo do mundo - produto que hoje corresponde a 90% de suas exportações. O que mudou antes e depois que o coronel alçou o poder?

sábado, 2 de junho de 2007

O Papagaio Venezuelano


Nem preciso dizer o nome de tal personalidade. Todos, até mesmo os mais leigos e indiferentes quando o assunto é política, já ouviram falar dele. É aquele que tenta voltar o continente Sul-Americano à famosa era da populismo, que tenta disfarçar sua verdadeira face ditatorial.

Atacar o presidente norte-americano, seja ele Washigton, Clinton ou Bush, é praxe consumada para adquirir o apoio da massa. Ah, que palavra essa, a massa. Mas quem a constitui? Todos aqueles indivíduos marginalizados, esquecidos pelo Estado, e que são facilmente influenciáveis. Não são necessariamente pobres materialmente, mas racionalmente... bem, não há o que dizer. Simplesmente se deixam levar pela conversa alheia e eles mesmos acabam por torna-se seus mártires.

Hugo Chávez, nosso ilustríssimo colega, "presidente" - se é que podemos chamá-lo assim - da Venezuela - país esse que é um dos maiores produtores de petróleo do mundo -, já consegiu alguns aliados para formar o seu "bloquinho" socialista, uma espécie de nova URSS, ou melhor, "UDPS" (União das Ditaduras Populisas Sul-Americanas). Já aderiram Bolívia, Equador e Argentina, nas pessoas de Evo Morales, Rafael Correa e Néstor Kirchner, respectivamente. Todos unidos contra o "imperialismo capitalista". O Brasil, bem como Chile e Colômbia, resistem a tal subordinação.

Não contente com a postura política brasiliera, Chávez deixou de atacar apenas os EUA e agora passou a fazer o mesmo conosco, quer seja de forma direta e explícita, quer seja nas escondidas.

A Bolívia, grande produtor de gás natural, não decidiu estatizar as petrolíferas da noite para o dia. Isso teve o dedo do nosso amigo venezuelano. A massa, por sua vez, acha que romper tratados internacionais e impôr o exército a uma empresa estrangeira é um grande benefício, e defendem arduamente seu chefe de Estado. Pena que a ilusão dure pouco, porque tão logo passe o sentimento nacionalista, voltam à tona os desastrosos problemas sociais, tão abundantes na América Latina.

Liberdade é uma palavra que não existe num regime ditatorial. Imprensa, então, só a do Governo. É assim que Chávez está combatendo seus opositores, cortando o mal pela raiz. Foi assim com a RCTV (Rádio Caracas Televisión), a mais antiga emissora venezuelana, que não teve sua concessão renovada. Em sua lugar, entrou no ar um TV estatal. E mais: chamou o Congresso brasileiro de "papagaio" dos EUA, por "repetir o que eles falam".

Parece que Chávez conhece bem o termo que empregou, já que se inspira tanta no seu ídolo Fidel Castro, condutor da Revolução Cubana. Ambos são membros do Exército e têm vislumbrações absolutistas. Tanto o é que desmancharam sua Constituição para atender aos seus interesses pessoais. Na Venezuela a ditadura é legalizada, já que um mesmo indivíduo pode se "candidatar" quantas vezes quiser à presidência. Assim, Chávez garintiu sua permanência no poder pelo resto da vida, mas não de forma arbitrária, mas pelas mãos do povo. Afinal, seu governo é tão socialista quanto o brasileiro é democrático.